SOBRE A VERDADEIRA COMPETIÇÃO EMPRESARIAL

SOBRE A VERDADEIRA COMPETIÇÃO EMPRESARIAL

Cada empresa tem o montante de lucro que condiz com a sua diferenciação. Capacidade de ser única. Parte das empresas que estão enfrentando dificuldade no seu fluxo de caixa é por que possuem menos conhecimento/competências que a média dos seus concorrentes. Outra parte que está enfrentando dificuldade em seu fluxo de caixa é por que não resolve seus problemas. Sua forma de encarar a falta de dinheiro é buscar mais dinheiro para por no negócio, o que só resolve temporariamente, até que a injeção de recursos seja esvaziada, pelos mesmos furos que já drenaram o recurso anterior. O balde está furado! Com frequência, gestores evitam encarar os problemas e resolvê-los, mesmo sem perceber. Preferem combater o sintoma (que é a falta de dinheiro) e não enxergam o problema, que é muitas vezes a má gestão: falta de conhecimento dos clientes e concorrentes e sua própria desorganização. A verdade é que quando encarados os problemas, assumidas as limitações, inicialmente imperará o estresse, a angústia, ansiedade, e outros sentimentos naturais do ser humano. O desconhecimento sobre os próprios sentimentos faz com que se evite encará-los, vivê-los. Ocorre que todo processo de aprendizado disruptivo (que leva o ser humano a um novo estágio de conhecimento), invariavelmente faz imergir seus mais temidos fantasmas. Porém, quando o indivíduo melhor se conhece, passa a entender que estes sentimentos simplesmente surgem para informar que algo ainda não está da forma como este gostaria. Será necessário, então, enfrentar o problema, pesquisar por soluções possíveis até encontrar aquela que em fim elevará gestor e organização a um novo patamar, novo nível de competência, de competitividade. Algo nem sempre rápido. Por isso, temido, evitado. Encarar os problemas e entender que sentimentos nem sempre desejosos irão surgir e conviver com o indivíduo por algum tempo, é por fim, uma chave para evoluir. A necessidade de reinventar, de inovar, provém de algo desgastado ou ultrapassado, que perdeu todo ou parte do seu valor. Assim, quando algum produto ou serviço tem seu valor abalado não adianta quere-lo sustentar (injetando dinheiro), este, desvalorizou. Somente melhorias ou uma nova e mais atrativa versão resolverá o problema, ou, algo totalmente novo. Por fim, manter uma empresa competitiva é gerar lucros. O lucro é a testemunha de que algo de valor é entregue ao cliente, a ponto de fazer com que este pague seus custos de produção mais a margem de quem o produz. Ter lucro, ou ainda, lucro superior aos concorrentes, atesta em última instância o quão valoroso um produto ou serviço é no mercado. Atesta sua diferenciação. Atesta sua individualidade.

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