FLUXO DE CAIXA: o sucesso empresarial passa por aqui

Conduzir a gestão dos negócios embasada no fluxo de caixa – é certamente uma das mais assertivas ações em qualquer setor empresarial. Uma empresa pode quebrar dando lucro? Por incrível que pareça, a resposta é sim. Se existe algo que garante a prosperidade dos negócios é dinheiro em caixa. Logo, na contramão, o que pode quebrar uma empresa numa velocidade assustadora, é a falta de caixa. Por isso, vamos destacar dicas simples, mas que podem ajudar e muito a melhorar o fluxo de caixa, e por consequência, a saúde financeira da empresa.
Como é possível uma empresa estar apresentando lucro em seu demonstrativo de resultados – (DRE), e mesmo assim correr risco de falência ou de fato decretar bancarrota? Deve-se ao fato de que muitas vezes na apuração dos resultados, duas informações simples, mas fundamentais, não serem levadas em consideração. Primeiro: custo das mercadorias compradas X custo das mercadorias vendidas, ou ainda, CMC x CMV. Quando as compras, de forma repetida, se tornam maiores que o custo das mercadorias vendidas, o lucro pode estar sendo drenado pelo crescimento indesejado dos estoques, ou seja, o gestor imagina que tudo está indo bem, ou ainda, percebe que mesmo com o resultado positivo não sobra dinheiro em caixa, talvez tenha até mesmo que buscar recursos fora para cobrir a diferença. Ter estoque acima da necessidade da empresa (vale destacar que a necessidade de cada organização é diferente), há tempos deixou de ser um bom negócio, isso por que estoque não significa liquidez, precisa ser vendido para que ocorra a conversão por dinheiro, e isso, depende do mercado estar disposto a comprar. Segundo: acompanhe de perto a inadimplência, e também, o prazo médio de compra (PMC) X prazo médio das vendas (PMV), tanto a inadimplência quanto o descompasso entre prazo de compra e venda, pode levar uma empresa a sentir dificuldades no fluxo de caixa.
Uma boa dica é acompanhar o percentual mensal médio de vendas à vista e recebimentos, assim como conhecer o ponto de equilíbrio da empresa, (composto pelos custos fixos e variáveis). Com estas informações, o gestor tem uma base sólida para realizar suas compras, pois a diferença entre estes, é basicamente o que pode ser investido (de forma saudável, embasado apenas no giro de dinheiro próprio) em pedidos de mercadorias, com uma ressalva: não se pode esquecer de que uma parte disso, dos lucros, precisa ser retido pela própria companhia, para que necessários reinvestimentos (estrutura, marketing, inovações), possam ser realizados.
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Bons negócios!
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